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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Escola Escolinha


ESCOLA MODELO

Eu também gostava de uma assim para os meus reguilinhas.... 








sábado, 29 de janeiro de 2011

Escola Escolinha - a inclusão

O ensino diferenciado facilita a inclusão na escola
          
 A massificação das escolas é hoje uma realidade no nosso país, factor que provoca alguns problemas que nos são comuns, estando alguns deles relacionados com a crescente diversidade cultural, social e linguística dos alunos, resultante da mobilidade de pessoas na Comunidade Europeia, do aumento da migração e crescimento de refugiados.

Hoje em dia fala-se muito em grupos considerados desfavorecidos e, por associação, em alunos com baixo rendimento escolar, com limitações de oportunidades de sucesso académico.
Considera-se que este baixo rendimento escolar pode derivar de dificuldades intrínsecas ao aluno, do seu nível sócio-económico, etnia, migrações, desconhecimento da língua, isolamento e até de opções religiosas.

Contudo, apesar da educação protagonizar a igualdade de oportunidades, e de todos serem iguais perante a lei, as desigualdades existem. São do conhecimento de todos nós as práticas de selecção social que a própria escola produz: as crianças de minorias étnicas e as crianças pertencentes a grupos minoritários são tratadas de forma diferente.

Podemos olhar esta questão de duas formas: ou ignoramos a vitalidade e a força das culturas minoritárias obrigando, deste modo, os alunos a uma integração rápida e forçada na nossa cultura; ou criamos um currículo intercultural, que sem pôr em causa ou menosprezar a nossa cultura, dê voz às expressões das culturas minoritárias.

Tendo presente que o currículo considera os conhecimentos, atitudes e valores de uma sociedade e, por conseguinte, está mais ajustado às características e possibilidades dos alunos integrados na cultura dominante dessa sociedade, é necessário que a escola tenha por pressuposto a natureza multiétnica e as culturas representadas na escola e na sociedade, na elaboração do seu projecto curricular, adequando o currículo formal à diversidade dos alunos, promovendo a compreensão e o respeito entre alunos de diversas origens étnicas, eliminando formas de desigualdade e discriminação, como preconiza a própria Reorganização Curricular.

Cabe aos professores, no âmbito da liberdade que detém de gestão do currículo, fazer a escolha de objectivos, conteúdos e metodologias mais ou menos representativas da diversidade cultural existente na sociedade, criando um  ambiente  favorável  à  aprendizagem  na escola, onde os alunos, trabalhando em conjunto uns com os outros e com o professor, se empenhem em tarefas escolares e se sintam bem.

“ Não basta dizer que os alunos são diferentes. 


É necessário analisar as razões por que as diferenças se transformam rapidamente em desigualdades. 


Tratá-los como iguais é transformar as suas diferenças em desigualdades de aprendizagem.”  
Philippe Perrenoud

(“Igualdade e Diferença numa Escola para Todos. Contextos, Controvérsias, perspectivas”, Univ. Lusófona, Março, 2001),  
citado por Fátima Meireles in “Desigualdade ou Diferenciação”.

Interessa não esquecer que a importância da escola no combate às desigualdades advém do sucesso escolar e do seu papel na transmissão de valores democráticos:


  «Os  meios  mais  capazes  para  combater  as  atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos; 


Para além disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças e promovem a eficiência, numa óptima relação custo-qualidade, de todo o sistema educativo.»

                                                               Declaração de Salamanca (1994)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O "novo" acordo ortográfico


Um cê a mais

Manuel Halpern

Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo?  Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar.

sábado, 23 de outubro de 2010

ESCOLA ESCOLINHA...

Encontrei este artigo, nas muitas pesquisas, percorrendo um universo desconhecido...
Pois, este documento, pareceu-me vir de encontro a algo que se passa na nossa sociedade actual...

Reflecti e analisei o seu conteúdo e resolvi divulgá-lo por todos aqueles que também como eu são primeiro que tudo pais, educadores, membros da comunidade e professores...

Temos pano para "mangas", sarna e comichão até dizer chega... e estamos a tempo de mudar???!!!......



Os 3 mitos que destruíram a escola pública
Março 26,2010
por A Ovelha Perdida

Nas últimas décadas a Educação em Portugal tem vindo a trilhar um caminho complicado.
Em 1974, depois de meio século de opressão e de falta de liberdades civis, deu-se a explosão também nas escolas,e com ela o surgimento de uma filosofia embalada pela época revolucionária, que tem sido desgraça do nosso país.
Há essencialmente três conceitos implementados desde então e que contribuíram decisivamente para a presente situação de descalabro na escola pública. São eles:
O primeiro é a escola democrática. Trata-se de um conceito fortemente ideológico. Cavalgando o regime democrático procurou-se fazer da escola pública uma instituição na qual há alergia à palavra, ao conceito e à prática de autoridade.

Assim, acabou-se com qualquer figura de autoridade. Recorde-se que as escolas secundárias antigamente tinham reitores e as primárias directores. Diluíram-se as tarefas executivas em conselhos onde todos mandam e não manda ninguém e deu-se aos alunos um poder que eles não sabem nem estão preparados para usar. Por isso se vê , inúmeras vezes, miúdos de dez anos em manifestações de rua a favor da "educação sexual", e muitos que, perguntados, nem sabem o que estão ali a fazer.

O segundo é a escola inclusiva. Procurou construir-se, também a partir daí, uma sociedade escolar inclusiva, mas à custa de um pretenso igualítarismo social e sem regras mínimas de convivência, de aprendizagem efectiva e de responsabilidade.
Ao sabor da velha teoria do "bom selvagem" foi-se contruíndo uma teia de facilítismo, de falta de exigência, e passou-se uma mensagem aos alunos de que não precisam de se esforçar muito porque ninguém chumba o ano, nem mesmo com a amaioria de negativas.
O que é preciso é que os alunos se mantenham na escola até o mais tarde possível, sobretudo para não estragar as estatísticas que os governos cuidam com tanto carinho. Resultado: a escola tornou-se inclusiva na mediocridade e pouco mais.
O terceiro é a escola como agente de educação exclusivo. Por fim, desenvolveu-se a ideia de que é à escola pública - e portanto ao estado - que compete a educação das crianças e jovens, ignorando-se propositadamente o papel da família, que é vista como "ajudante" circunstancial do trabalho da instituíção escola.
Os pais são chamados a participar nas reuniões a eles destinadas mas nada mais do que isso, continuando a escola de costas voltadas, em muitos casos, para as forças vias da comunidade humana em que se insere, com perda de sinergias daí decorrentes.
Podemos, portanto, concluír que o projecto da escola pública falhou redondamente quando se sabe que tem vindo a perder alunos, consecutivamente, para as privadas, que vão crescendo na mesma medida.
As famílias que o podem fazer, preferem pagar mas dar aos seus filhos uma formação escolar sólida, de forma a melhor os preparar para a vida.
A falta de autoridade e de exigência, fruto do modelo que se estabeleceu nos últimos trinta e cinco anos, resultou numa escola violenta, incapaz de ensinar a aprender e ainda menos a gostar de aprender, uma escola onde os professores não têm prazer de ensinar nem os alunos em aprender e onde os pais não estão descansados.
Segundo Rui Baptista: "(...) meados da década de 70, assistia Portugal à invasão dos liceus públicos por docentes com escassas habilitações aca démicas com a intenção política de lavagem ao cérebro de cabeças juvenis, num ataque ao poder paternal e a princípios morais transmitidos em casa. do dia para a noite, os pais passaram a ser considerados ditadores por tentarem que a liberdade dos filhos se não transforma-se em libertinagem. Depois, seguiu-se um período de euforia sem responsabilidade, em nome de uma sociedade que entoava hinos de louvor às pedagogias do "eduquês" e remetia para as profundezas do inferno o conhecimento cientifico."
No livro de Provérbios, o velho rei Salomão afirma, do alto da sua reconhecida e lendária sabedoria: "Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele". Ao tornar a escola pública num laboratório experimental de Eduvação, onde pouco se ensina, pouco se espera e nada se exige, o país pode ter hipotecado o seu futuro, durante gerações.
Crónica radiofónica de Brissos Lino, na RTM (rubrica "Fazer Portugal"), em 19/3/2010.

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